quinta-feira, 19 de julho de 2012
não é
Não é o que eu quero.
as vezes só não sei porque eu procrastino tanto as coisas.
tenho o coração como a de um velho cavalheiro, ou uma princesa de historia ou conto.
Sorrio quando vejo flores na rua,
me emociono com a lua crescente,
aprecio muito abraços.
choro muito facilmente por qualquer motivo aparentemente bobo
Com a mesma velocidade que sorrio quando vejo vejo flores
eu penso em abraços que não acabam
O que eu quero é o contrario.
sabe aquela historia de "só tenho olhos pra você"
de dormir pensando numa só pessoa
de se dedicar e saber que a outra pessoa se dedica?
não sei bem do que do falando no final...
Eu nao ando nem conseguindo ser poética,
to tão confusa que nem percebo o ar em volta...
Eu não sei qual o meu problema,
...
eu
quero
ver
o
mar...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Já fazem semanas que não pego no meu violão.Os dias escorrem do calendário e evaporam do relógio...Embora andem devagar,rastejando,
nem os vejo passar.Tenho uma sensação de insaciabilidade dentro do meu estomago e perto do peito...Parece que o bastante já não é o mesmo.Um amigo uma vez me disse, que cantar me fazia bem,me preenchia o vazio e tirava o peso,daí eu cantei...Cantei o mais alto e mais e mais e mais sincero do que podia. Não lamentei as notas que fugiram do meu alcance. Algumas dores escorregam do meu olho enquanto cantava, e eu cantava:“Não sou lá muito boa pra falar da minha dor,
os meus dias escorrem, rolam, rastejam...Minha ferida está guardada onde ninguém nunca jamais chegou, ninguém nunca vai chegar... meu silencio quase sempre é produto da minha insatisfação, minhas mandíbulas podem explicar o que eu quero ou não. Ás vezes quando abraçada eu só queria chorar, e isso não ta certo, devo ter certeza que não ta certo...ahhhhhhh...silencio.”
Zana Candido
terça-feira, 26 de julho de 2011
Originais do Sonho
Quase nada pro que vem a seguir
Na ladeira da sua hora
nunca é tarde para sonhar
Mas isso quando se pode dormir
Ainda não mataram os melhores devaneios
E quando rola colorido por aqui
é preto e branco nesse meio.
Rapido pros sonhos
Cedo pra dormir
Cedo demais pra dormir e muito rapido pros sonhos
Onirica ótica satirica e cosmica
E na ladeira da sua hora
Nunca é tarde pra sonhar
Isso quando se pode dormir, só quando se pode dormir...
Pode dormir
...
..
.
(Nação Zumbi)
sexta-feira, 8 de julho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Soul Parsifal
Tenho hortelã
Tenho um cesto de flores
Eu tenho um jardim e uma canção
Vivo feliz, tenho amor
Eu tenho um desejo e um coração
Tenho coragem e sei quem eu sou
Eu tenho um segredo e uma oração
Estive cansado
Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado
Não falo pelos outros
Só falo por mim
Ninguém vai me dizer o que sentir
Tenho jasmim tenho hortelã
Eu tenho um anjo, eu tenho uma irmã
Com a saudade teci uma prece
E preparei erva-cidreira no café da manhã
Ninguém vai me dizer o que sentir
E eu vou cantar uma canção p'rá mim
(Renato Russo, Marisa Monte)
quinta-feira, 31 de março de 2011
São Paulo ou não São Paulo.?

São Paulo ou não São Paulo??
Tem dias que tenho vontade de ter uma parada cardíaca voluntária.
Dias como aqueles que se fica mais de 3 hrs dentro de um ônibus lotado, cheio de pessoas e seus sonos, sonhos, frustrações, ansiedades e pressas condicionadas pelas urgências que a sociedade impõe. Na Janela não correm belas paisagens verdejantes. Só cinzas.- Prédios cinzas, ruas cinzas, ar cinza, pessoas cinzas...
Pessoas com fomes. Fome de arroz e feijão na panela, de alguém confiável pra sorrir, de condições mínimas de existência...todos ali, famintos.
Nesses momentos que me sobram no ônibus, fico procurando cores e não acho. Só o cinza, sempre cinza.
O ar me sufoca, as pessoas não sorriem, não ha tempo para o sorriso. Eu não tenho o meu relógio biológico, no mesmo tempo de São Paulo, nem acredito que alguém já tenha nascido com um, talvez adquirido. A mais tanta coisa a citar sobre. Coisas que me dão vontade de falencia multipla dos orgãos. (orgãos do meu corpo, e dos publicos também) Cansada, cansada daqui...mas não sei se seria tão diferente em outro lugar...
Não posso desconsiderar os cinemas, os parques, sesc, shows e etc...A chamada “acessibilidade” de são Paulo. Mas eu não sei até quanto isso vale a pena.
Estou andando por ai, pensando em “sim, são Paulo”...procurando algo que me convença, que me alegre, que não me faça ter uma parada cardíaca involuntária...Porque anda difícil...Meu grito de revolução ta sufocado por essa fumaça toda.
(Zana Candido)

