segunda-feira, 29 de outubro de 2012

=/



A verdade é que dói. 
Parece que tudo acontece bem, mas dói.
O gelo se infiltra no coração, e o ar passa dolorosamente enquanto nos perguntam: "-você esta bem?" e a resposta vem gelada:-"sim, e você?".
E o mundo parece cumprir sua orbita.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

á maltratar minhas narinas.

Talvez esteja descrente.
Envergonhada por estar descrente, mas a vergonha não anula o sentimento. Cansada de pular linhas, sem saber continuar a frase sem reticências.
lentamente sinto o ar me penetrando as narinas em um momento sucumbido em que meus pulmões se enchem do ar sujo daqui.
Então a poluição maltrata o meu interior, o que faz com que eu assuma, pelo menos dessa vez, que esse excesso me assusta. Ando concentrada de mais em olhar a sombra da janela na parede quando chega a madrugada. Tão concentrada, que só durmo depois que amanhece. Me parece algo meio esquizofrênico, então fecho meus olhos, tentando fugir da beira da loucura em que me equilibro. De olhos fechados percebo meu quarto, tento descobrir se decorei onde esta cada coisa, cada caderno fora do lugar, cada reflexo que a janela pintou na parece a sua frente, cada roupa...e quando abro novamente os olhos, voo num salto olímpico, em curvas desconectas de qualquer tipo de realidade. E por aí escorrem as madrugadas.

Zana Candido
14/09/12

quinta-feira, 19 de julho de 2012

não é

olha.
Não é o que eu quero.
as vezes só não sei porque eu procrastino tanto as coisas.
tenho o coração como a de um velho cavalheiro, ou uma princesa de historia ou conto.
Sorrio quando vejo flores na rua,
me emociono com a lua crescente,
aprecio muito abraços.
choro muito facilmente por qualquer motivo aparentemente bobo
Com a mesma velocidade que sorrio quando vejo vejo flores
eu penso em abraços que não acabam
O que eu quero é o contrario.
sabe aquela historia de "só tenho olhos pra você"
de dormir pensando numa só pessoa
de se dedicar e saber que a outra pessoa se dedica?
não sei bem do que do falando no final...
Eu nao ando nem conseguindo ser poética,
to tão confusa que nem percebo o ar em volta...
Eu não sei qual o meu problema,
...
eu
quero
ver
o
mar...



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Já fazem semanas que não pego no meu violão.Os dias escorrem do calendário e evaporam do relógio...Embora andem devagar,rastejando,
nem os vejo passar.Tenho uma sensação de insaciabilidade dentro do meu estomago e perto do peito...Parece que o bastante já não é o mesmo.Um amigo uma vez me disse, que cantar me fazia bem,me preenchia o vazio e tirava o peso,daí eu cantei...Cantei o mais alto e mais e mais e mais sincero do que podia. Não lamentei as notas que fugiram do meu alcance. Algumas dores escorregam do meu olho enquanto cantava, e eu cantava:“Não sou lá muito boa pra falar da minha dor,
os meus dias escorrem, rolam, rastejam...Minha ferida está guardada onde ninguém nunca jamais chegou, ninguém nunca vai chegar... meu silencio quase sempre é produto da minha insatisfação, minhas mandíbulas podem explicar o que eu quero ou não. Ás vezes quando abraçada eu só queria chorar, e isso não ta certo, devo ter certeza que não ta certo...ahhhhhhh...silencio.”
Zana Candido

terça-feira, 26 de julho de 2011

Originais do Sonho

Vez em quando o mundo é pouco
Quase nada pro que vem a seguir
Na ladeira da sua hora
nunca é tarde para sonhar
Mas isso quando se pode dormir
Ainda não mataram os melhores devaneios
E quando rola colorido por aqui
é preto e branco nesse meio.

Rapido pros sonhos
Cedo pra dormir
Cedo demais pra dormir e muito rapido pros sonhos
Onirica ótica satirica e cosmica

E na ladeira da sua hora
Nunca é tarde pra sonhar
Isso quando se pode dormir, só quando se pode dormir...
Pode dormir
...
..
.

(Nação Zumbi)

sexta-feira, 8 de julho de 2011


O problema não esta em nada que o vento não possa levar.

È que eu não sei de onde vem esse sopro, nem o que ele esta levando com ele.

Olhando a lua com um olhar apertado é que eu desejei ir, e mesmo que eu engula a saliva a seco e me concentre, ainda sinto uma geada.


(Zana Candido)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Soul Parsifal

Tenho anis
Tenho hortelã
Tenho um cesto de flores
Eu tenho um jardim e uma canção
Vivo feliz, tenho amor
Eu tenho um desejo e um coração
Tenho coragem e sei quem eu sou
Eu tenho um segredo e uma oração
Estive cansado
Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado
Não falo pelos outros
Só falo por mim
Ninguém vai me dizer o que sentir
Tenho jasmim tenho hortelã
Eu tenho um anjo, eu tenho uma irmã
Com a saudade teci uma prece
E preparei erva-cidreira no café da manhã
Ninguém vai me dizer o que sentir
E eu vou cantar uma canção p'rá mim

(Renato Russo, Marisa Monte)