segunda-feira, 11 de abril de 2011


Qualquer dia ruim
Pode se transformar
em sorriso
se for contigo.




(Zana Candido)
Desenho by google





quinta-feira, 31 de março de 2011

São Paulo ou não São Paulo.?


São Paulo ou não São Paulo??

Tem dias que tenho vontade de ter uma parada cardíaca voluntária.

Dias como aqueles que se fica mais de 3 hrs dentro de um ônibus lotado, cheio de pessoas e seus sonos, sonhos, frustrações, ansiedades e pressas condicionadas pelas urgências que a sociedade impõe. Na Janela não correm belas paisagens verdejantes. Só cinzas.- Prédios cinzas, ruas cinzas, ar cinza, pessoas cinzas...

Pessoas com fomes. Fome de arroz e feijão na panela, de alguém confiável pra sorrir, de condições mínimas de existência...todos ali, famintos.

Nesses momentos que me sobram no ônibus, fico procurando cores e não acho. Só o cinza, sempre cinza.

O ar me sufoca, as pessoas não sorriem, não ha tempo para o sorriso. Eu não tenho o meu relógio biológico, no mesmo tempo de São Paulo, nem acredito que alguém já tenha nascido com um, talvez adquirido. A mais tanta coisa a citar sobre. Coisas que me dão vontade de falencia multipla dos orgãos. (orgãos do meu corpo, e dos publicos também) Cansada, cansada daqui...mas não sei se seria tão diferente em outro lugar...

Não posso desconsiderar os cinemas, os parques, sesc, shows e etc...A chamada “acessibilidade” de são Paulo. Mas eu não sei até quanto isso vale a pena.

Estou andando por ai, pensando em “sim, são Paulo”...procurando algo que me convença, que me alegre, que não me faça ter uma parada cardíaca involuntária...Porque anda difícil...Meu grito de revolução ta sufocado por essa fumaça toda.


(Zana Candido)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011


"De toda minha literatura, você é minha melhor página"
(Martha Medeiros)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011




Hoje eu vi o dia amanhecendo.
Havia tempos que não fazia isso. Espiei o dia clareando pela janela, e pude sentir um cheiro de chuva entrando pela frecha... Eu estava ouvindo um blues moderninho numa bela voz feminina, tocando a mesma no violão e pensando qual seria a sua reação ao me ouvir tocando tal canção. Me lembrei também de quando estávamos na cama e o dia amanheceu com o sol forte na nossa cara e eu disse: "Não disse que hoje eu trazia o sol pela manhã?" citando uma conversa nossa do dia anterior, uma de nossas conversas mágicas e diria até meio lúdicas que surgem de quando em vez. Falar-te me soa a algo vindo de contos e prosas poéticas daquelas que se lê ininterruptamente. È...o dia amanheceu, tem até uns pássaros que ameaçam um canto meio intimidado pelo dia que amanhece úmido. Eu sinto que posso querer o mundo todo nesse momento. Esse final de noite ou começo de dia (como preferir) é o momento em que sinto que tudo caberia em minhas mãos...mas o que me apeteceria mesmo agora? Você! Sim...ou algo com seu gosto. Como não conheço mais nada que tenha esse sabor de pele, nada nem ninguém que tenha essa temperatura, que tenha essa cor, esse tom, esse olhar...nada mais conheço com esse calor, esse cheiro, esse formato...em lugar nenhum do mundo há de ter sua textura, seu sorriso, sua malícia, seu carinho...Por não haver igual, é você que eu quero agora, nessa manhã úmida, onde sei que você caberia na minha mão...

(zana candido) 04/jan/2011 07h02min

domingo, 19 de dezembro de 2010

Estava Pensando...
Os reflexos saltam pela minha janela
Enquanto penso em ti
Sentimentos aqui em mim, saltam
-ás vezes pelo peito
-às vezes pela mente
- às vezes pelo sexo.
Por vezes ao pensar-te
Sinto-me vibrando
Como a corda "mi" do meu violão.

- Ler-te em Braille
- Escrever-te em digitais
- Escutar-te em gemidos
- Sentir-te em pê-los
- Falar-te em suspiros -

Hoje eu não durmo
Pensar-te me ocupa a noite.


(Zana Candido)

domingo, 28 de novembro de 2010

Olha a hora.
é tarde demais pras minhas tão lembradas obrigações.
Mas isso ta errado!
Eu não vejo a hora de virar cigarra e poder só cantar.
Queria passar o verão todo contigo, cantando e colhendo alguns grãos de ar.
E quando enfim chegasse o inverno,
eu teria muito mais canções pra te cantar, teria grãos nos meus ares, você...
Ai como é massante ser essa Formiga com alma de Cigarra e não poder te encontrar
Hoje eu devia ter voado pra te ter
Mas...
olha a Hora
é querencia demais pra uma formiga.

(Zana Candido)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Z da questão (Itamar Assumpção)

(obs: no meu caso, Y da questão)

Fiz essa canção com versos vulgares
Melhores não sei pra dar-lhes
Sou poeta não vim só entregar-me
Só vim cantar-lhe
Eu não sou Romeu nem Ulisses
Nem de longe o mago de Oz
Nem Zeus nem Jesus nenhum Deus
Nem Eros nem Platão nem Sócrates
Você é tão linda
Tanto faz que use blusa de seda
Ou chita ou pura renda
Às vezes me afundo
Fico reclamando
De tudo, de todo mundo
Bate um desespero
Ver alguém matar alguém
Por meros 30 dinheiros
Fato corriqueiro
Mas não me acostumo
Nem gosto do cheiro
Complicado o que sou assim
Aqui Viena ou Milão
Na penha São Paulo na estrela vésper
N’algum lugar do Japão
Shyiwacê wa shita ni teral no rana no chita me
Ser ou não feliz
Existe um ditado por aí que diz
A felicidade fica bem debaixo
Do nosso próprio nariz

Meu amor, porque que todo o tempo
Você toma conta do meu pensamento
Até nos lugares que ando e frequento
O teu cheiro chega vindo com o vento
Fica ardendo, me comendo lá no fundo
Cada segundo, cada minuto, cada momento
Sei lá eu porque te quero tanto
Só sei que vai dar pra lá do infinito
É bem parecido com o fim do mundo
O teu nome sobre os muros deixo escrito
Fica ardendo, me comendo lá no fundo
Cada segundo, cada minuto, cada momento
Quanto mais te evito mais eu te encontro
Quanto mais eu fujo mais eu te desejo
Posso até ficar ficando doido
Mas meu coração está bem lúcido
Fica ardendo, me comendo lá no fundo
Cada segundo, cada minuto, cada momento.