
Pode se transformar
em sorriso
se for contigo.
(Zana Candido)
Desenho by google

São Paulo ou não São Paulo??
Tem dias que tenho vontade de ter uma parada cardíaca voluntária.
Dias como aqueles que se fica mais de 3 hrs dentro de um ônibus lotado, cheio de pessoas e seus sonos, sonhos, frustrações, ansiedades e pressas condicionadas pelas urgências que a sociedade impõe. Na Janela não correm belas paisagens verdejantes. Só cinzas.- Prédios cinzas, ruas cinzas, ar cinza, pessoas cinzas...
Pessoas com fomes. Fome de arroz e feijão na panela, de alguém confiável pra sorrir, de condições mínimas de existência...todos ali, famintos.
Nesses momentos que me sobram no ônibus, fico procurando cores e não acho. Só o cinza, sempre cinza.
O ar me sufoca, as pessoas não sorriem, não ha tempo para o sorriso. Eu não tenho o meu relógio biológico, no mesmo tempo de São Paulo, nem acredito que alguém já tenha nascido com um, talvez adquirido. A mais tanta coisa a citar sobre. Coisas que me dão vontade de falencia multipla dos orgãos. (orgãos do meu corpo, e dos publicos também) Cansada, cansada daqui...mas não sei se seria tão diferente em outro lugar...
Não posso desconsiderar os cinemas, os parques, sesc, shows e etc...A chamada “acessibilidade” de são Paulo. Mas eu não sei até quanto isso vale a pena.
Estou andando por ai, pensando em “sim, são Paulo”...procurando algo que me convença, que me alegre, que não me faça ter uma parada cardíaca involuntária...Porque anda difícil...Meu grito de revolução ta sufocado por essa fumaça toda.
(Zana Candido)
Z da questão (Itamar Assumpção)
(obs: no meu caso, Y da questão)
Fiz essa canção com versos vulgares
Melhores não sei pra dar-lhes
Sou poeta não vim só entregar-me
Só vim cantar-lhe
Eu não sou Romeu nem Ulisses
Nem de longe o mago de Oz
Nem Zeus nem Jesus nenhum Deus
Nem Eros nem Platão nem Sócrates
Você é tão linda
Tanto faz que use blusa de seda
Ou chita ou pura renda
Às vezes me afundo
Fico reclamando
De tudo, de todo mundo
Bate um desespero
Ver alguém matar alguém
Por meros 30 dinheiros
Fato corriqueiro
Mas não me acostumo
Nem gosto do cheiro
Complicado o que sou assim
Aqui Viena ou Milão
Na penha São Paulo na estrela vésper
N’algum lugar do Japão
Shyiwacê wa shita ni teral no rana no chita me
Ser ou não feliz
Existe um ditado por aí que diz
A felicidade fica bem debaixo
Do nosso próprio nariz